Mostrando postagens com marcador CULTURA. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador CULTURA. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

COZINHA AFRO BRASILEIRA: O DELICIOSO SABOR DO ACARAJÉ


O acarajé, especialidade gastronômica da cozinha afro-brasileira é  feito a partir do feijão-fradinho, cebola, sal e frito no azeite de dendê é um prato muito apreciado na cozinha baiana e pode ser servido com pimenta, salada, caruru e vatapá.

O acarajé é uma comida típica do ritual do orixá Iansã. Na África, é chamada de àkàrà, que significa bola de fogo, enquanto je tem como significado comer. No Brasil, houve uma junção dessas duas palavras em uma única, acarajé (comer bola de fogo).O prato recebeu esse nome devido ao seu preparo.

 Bolinho característico do candomblé, o acarajé é o principal atrativo de um tabuleiro. A sua origem poder ser explicada através de um mito que envolve a relação de Xangô com as suas esposas Iansã e Oxum. O bolinho é uma oferenda a esses orixás e é considerado pelas baianas como uma comida sagrada.

O acarajé, já se tornou até assunto do livro de Manuel Querino. A arte culinária na Bahia, de 1916. Na primeira descrição etnográfica do acarajé,ele diz que “no início, o feijão fradinho era ralado na pedra, de 50 cm de comprimento por 23 de largura, tendo cerca de 10 cm de altura. A face plana, em vez de lisa, era ligeiramente picada por canteiro, de modo a torná-la porosa ou crespa. Um rolo de forma cilíndrica, impelido para frente e para trás, sobre a pedra, na atitude de quem mói, triturava facilmente o milho, o feijão, o arroz".

Presente na culinária baiana desde o Brasil colonial o acarajé era vendido nas ruas,em tabuleiros,carragados pelas escravas.Atualmente o acarajé,é tido como um patrimônio cultural,tombado pelo IPHAN, assim como um alimento bastante apreciado por brasileiros e estrangeiros.

Jacson Caldas

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

ITABERABA, CIDADE RELUZENTE BERÇO DE VALORES CULTURAIS

Assim começa o hino de Itaberaba, cidade que será nosso destino para sairmos um pouco do Recôncavo. Cidade do Centro Norte Baiano, localizada a 276 quilômetros da capital. Fundada em 26 de março de 1877, Itaberaba é conhecida como o Portal da Chapada, pois fica na entrada da Chapada Diamantina. No censo de 2000, contava com 58.943 habitantes, já nos dados preliminares do censo 2010, o número está em 56.473, isso com 92% da coleta concluída.

Apesar de ter um comércio forte, com indústrias de calçados, móveis e alimentos, a cidade é mais conhecida, mundialmente, como a Terra do Abacaxi. Com extrema importância para a região, a cultura do abacaxi tem ajudado a melhor a realidade dos itaberabenses. Hoje, 6% da população total do município é beneficiada com os quatro mil hectares de área plantada, com produção de mais ou menos 60 milhões de frutos.

Foi no final da década de 90 que a cultura do abacaxi se fortaleceu graças aos esforços conjuntos de produtores e de instituições tais como a EBDA – Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola S.A e a EMBRAPA – Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, Mandioca e Fruticultura, de Cruz das Almas. O grande diferencial é que os plantios são feitos unicamente por pequenos produtores. Esses produtores contam com o trabalho do SEBRAE – Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas, que tem como propósito ajudar a solucionar alguns problemas que venham a dificultar o processo de produção.

Como já é típico das cidades do sertão da Bahia, Itaberaba é muito quente, até mesmo à noite que ganha maior frescor nos meses de junho, julho e agosto. O município influencia uma região muito grande por ser visto como principal centro regional. Prova disso é que muitos jovens saem de cidades vizinhas para cursarem a graduação ou na UNEB – Universidade do Estado da Bahia, que oferece os cursos de Letras Vernáculas, Pedagogia e História, FTC – Faculdade de Tecnologia e Ciências ou na UNOPAR – Universidade Norte do Paraná, que oferecem diversos cursos à distância.

Para aqueles que querem conhecer de perto essa modesta, mas agradável cidade, tem um bom número de opções para hospedagem. Os mais conhecidos são: Pousada do Sol, Hotel Morro das Flores, Pousada Casarara, Pousada Bahia 1 e 2, Pousada Charme e Pousada Degraus. Na ocasião, poderão experimentar alguns dos pratos típicos da região.

No café da manhã, nada como saborear delícias como os bolos de fubá e canela. No almoço a escolha fica entre a carne de sol com pirão de leite, carne seca com abóbora ou buchada de bode. Para sobremesa, torta de manga, abacaxi surpresa ou um bombom de castanha de caju. À noite, para quem tem o estômago forte, cairá muito bem uma costela de porco seguida de bolo de macaxeira e charque.


Aline Sampaio

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

ARTESÃO CONTA HISTÓRIA DA MANDALA: ORNAMENTO CORRIQUEIRO NO RECONCAVO

ARTESÃO CONTA HISTÓRIA DA MANDALA,
ORNAMENTO CORRIQUEIRO NO RECONCAVO.

Com perceptível riqueza em diversidade cultural o recôncavo baiano tem seus ambientes enfeitados com adereços artísticos requintados. Herança de inúmeras culturas, as mandalas são confeccionadas por vários artistas locais e facilmente encontradas em diversos diâmetros, penduradas em paredes ou em miniaturas nas estantes.
   
O artesão Moisés Marques, mais conhecido como mestre dos magos, é autônomo e desenvolveu uma mandala com cordões de sisal e miçangas que pode ser utilizada como decoração ou adereço individual na forma de pulseiras femininas. As mandalas são vendidas a partir de 10 reais. Quando está presente em Cachoeira o artesão costuma disponibilizar suas obras na calçada em frente ao Centro de Artes, Humanidades e Letras da UFRB. Moisés Marques diz que quem trabalha com mandalas tem que desenvolver a perseverança, a persistência e a força de vontade pois esta é uma forma carinhosa de abrir o coração para a criatividade, a intuição e o amor. O artista conta sua versão da história da mandala (assista o vídeo):

A palavra mandala se originou do sânscrito e significa círculo, entendida como círculo mágico ou concentração de energia. É uma representação geométrica da relação entre o homem e o cosmo, símbolo da totalidade, da integração e da harmonia. Em várias épocas e culturas, a mandala foi usada como expressão científica, artística e religiosa. Podendo ser encontrada nas abobadas das catedrais européias, nos vitrais, nas auréolas dos santos, em porcelanas chinesas e gregas, na arte indígena, rupestre e até mesmo em obras artísticas feitas pelos alquimistas nos séculos XVI a XVIII.

As mandalas são importantes para a preparação de iniciadores ao Budismo pois referem-se a um tipo de diagrama simbólico do palácio de uma divindade meditacional, a dimensão pura da mente iluminada. Atualmente, em termos de artes plásticas, a mandala apresenta profusão de cores, são pintadas, representadas tridimensionalmente em madeira, metal ou construídas com areia colorida, pedras, miçangas, cordões. A mandala é utilizada pela astrologia para representar o diagrama do zodíaco, decoração de ambientes, na arquitetura, ou como instrumento para o desenvolvimento pessoal e espiritual ajudando na concentração daqueles que desejam atingir outros níveis de contemplação, reestabelecendo a saúde interior e exterior.


Laís Sousa
Calaboração no vídeo: Monalisa Passos

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

ESTUDANTES DO CURSO ARTES VISUAIS APRESENTARÃO PROJETO EM FESTIVAL

Os alunos do 2º semestre de Artes Visuais, Amauri de Freitas Silva e Estevan José de Queiroz Martinez, participarão da 4ª edição do CONTATO – Festival Multimídia de Rádio, TV, Cinema e Arte Eletrônica, na UFSCAR – Universidade Federal de São Carlos. Na oportunidade, vão apresentar o projeto, Universitários Fazendo Sexo, que foi selecionado em meio há diversos outros trabalhos. O evento que ocorrerá do dia 07 a 12 de outubro, está ocupando todo o tempo dos dois, mas mesmo assim encontraram um tempinho para falar do projeto e da apresentação no festival.

Amauri contou que um dia, quando estava olhando o site da UFSCAR, viu que as inscrições para o 4º CONTATO estavam abertas. Ao perceber que se tratava de um festival de multimídia, música, cinema, resolveu falar com o colega Estevan e juntos inscreveram um projeto que já vinha sendo montado com estudos anteriores. Pensaram ser impossível serem selecionados, pois além de ser um evento nacional, havia muitas faculdades boas inscritas. Para a surpresa deles, o projeto, Universitários Fazendo Sexo, foi selecionado para ser apresentado.

Universitários Fazendo Sexo é, antes de tudo, um projeto artístico. O estudante faz questão de frisar isso, por creditar que na academia, a arte acaba se tornando mais teoria que arte, contudo ele também está fundamentado em teorias. O projeto se trata de uma vídeo-performance que discute o sexo na sociedade moderna. Os universitários foram escolhidos, porque os dois acreditavam que o assunto sexo seria tratado com maior naturalidade. O que não aconteceu, assim como na sociedade em geral, encontraram muita dificuldade de falar do tema na universidade. Então resolveram enquadrar a discussão a partir do ponto de vista universitário.

Estevan explicou que a idéia do projeto surgiu a partir do momento em que ele fez uma intervenção cibernética em várias comunidades de relacionamento na internet, em agosto de 2008. Ele lançou um manifesto intitulado O Manifesto Da Arte Poser, que consiste em renovar a arte trazê-la para outros ambientes. Acredita que a arte poser tem tudo a ver com o projeto Universitários Fazendo Sexo. A primeira experiência foi fazer uma autopromoção na internet, em várias comunidades de artes o que gerou muita polêmica, mas o artista tem que romper com essas barreiras.

Percebeu que os artistas também estão muito receosos com as novas atitudes, então teve a ideia de falar de outro assunto, mais polêmico, que é o sexo. O pensamento inicial foi colocar, nessas comunidades, dois artistas fazendo sexo, pois ia gerar muita polêmica, porém a ideia do projeto é outro, estão baseados em Platão, Nietzsche, Humberto Eco. Quer quebrar as barreiras, fazer com que a arte se desenvolva em outros ambientes. O Universitários Fazendo Sexo é uma intervenção. Inicialmente, as pessoas vão pensar no ato sexual, mas é uma coisa acadêmica é outra coisa que não o ato.

Quanto às expectativas para o festival, ambos estão animados. Amauri diz que o fato de serem apenas do 2º semestre e terem sido selecionados juntos com uma mestranda da UNESP – Universidade Estadual Paulista, e um estudante de física da USP – Universidade de São Paulo, já é motivo de comemoração. Acredita ter colocado a UFRB lado a lado dessas universidades. É uma coisa muito bacana, alunos que estão começando a graduação, estarem num festival tão importante. Estevan está numa expectativa total, pois vai ser um evento nacional. A programação está super recheada. Espera participar da melhor maneira possível para representar a UFRB que não mediu esforços para ajudá-los.

Aline Sampaio

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

FESTA DA PADROEIRA DE CACHOEIRA NÃO CONTA COM A PARTE PROFANA

A cidade de Cachoeira, famosa pelas suas festividades culturais e religiosas, comemora na primeira semana de outubro a festa da padroeira da cidade, Nossa Senhora do Rosário. Ao contrário da maioria das festas religiosas da cidade, essa que é a maior delas não conta com a parte profana. A programação é composta por novenário durante nove noites seguidas e tem sua culminância com a missa solene e procissão dia sete de outubro.


 Conhecida pelas suas festividades onde o sagrado e o profano se confundem, Cachoeira abriga diversas religiões, além de cultuar o sincretismo religioso. Mas desta vez, na festa da padroeira comemora-se apenas a parte religiosa.  De acordo com o secretário de Cultura e Turismo de Cachoeira, Lourival Trindade, a prefeitura colabora quando solicitada pela igreja. 


Esta informação é confirmada por um dos padres responsáveis pela comunidade católica da cidade, Cid José da Cruz. Mas o padre salienta que a igreja trabalha desde a escolha do tema para arrecadação de fundos e mesmo a comunidade e a prefeitura ajudando, a maior parte dos recursos vem da própria igreja. 


O dia festivo será sete de outubro, feriado municipal, faz parte da programação alvorada, missa com a participação das crianças, missa solene com a presença do bispo auxiliar Gregório Paixão e procissão. A festa de Nossa Senhora do Rosário tem um homenageado a cada ano. Geralmente são pessoas que tem destaque dentro da comunidade católica. Este ano as homenageadas são as irmãs Milhazes, Maria Luiza, Ana Sylvia e Helena Maria. Uma novidade este ano é que após as celebrações, fiéis dão testemunhos de bênçãos alcançadas.

Fabiana Dias