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terça-feira, 23 de novembro de 2010

MATRICULA ONLINE NA UFRB AINDA ESTÁ SENDO IMPLANTADA

Na Universidade Federal do Recôncavo Baiano (UFRB) a iniciativa de adicionar a opção virtual à matrícula já foi inserida e vem sendo exercida na maior parte dos cursos do Centro de Artes, Humanidades e Letras (CAHL), com exceção dos cursos de Comunicação e História.  

A respeito da causa, interesse dos Colegiados e previsão de disponibilizar a matrícula virtual, recebemos do coordenador do CRA (Coordenadoria de Registros Acadêmicos), Anacleto Ranulfo dos Santos, a informação de que o sistema acadêmico em vigor na universidade foi adquirido quando a instituição ainda não tinha experiência e prática online. Por estar apresentando “inconsistências”, segundo ele, o sistema está passando por um processo de modificação, migrando para um novo sistema virtual.

Ainda segundo o coordenador Anacleto, para que fosse possível a disponibilização de matrícula online é indispensável que o projeto pedagógico do curso (disciplinas obrigatórias, optativas, cargas horária e complementares) esteja “100% legal” pra que, ao solicitar a matrícula, os alunos encontrem um site apto pra fornecer todas as opções necessárias.   “A CRA constatou pós-levantamento que nem todos os cursos da UFRB estavam devidamente ajustados. No primeiro semestre de 2010 foi pedido que os coordenadores revissem todos os projetos pedagógicos e dado a cada colegiado um prazo de 60 dias para que cada coordenador se pronunciasse. Nem todos se pronunciaram e dos que se pronunciaram foi feita uma avaliação pra ver se estavam em dia. Teve curso que estava em situação legal, mas não se pronunciou”, disse o coordenador do CRA.

O vice-coordenador do colegiado de História, prof. Dr. Fábio Joly, informou que a solicitação do seu colegiado já foi feita, com todos os procedimentos de projeto pedagógico em dia, porém há suspeitas de que devido ao sistema falho, a quantidade elevada de alunos do curso poderia causar problemas na rede. Assim, nada impede que com a implantação do novo sistema os alunos de História possam desfrutar da comodidade da matrícula virtual.

“Com o novo sistema, todos os cursos serão online!”, afirmou o coordenador da CRA, incentivando mais “visitas questionadoras”. O sistema ainda não estava implantado no segundo semestre de 2010, mas há garantia do CRA de que em 2011 já esteja funcionando. “Por isso que todos os cursos estão se ajustando pedagogicamente, porque o curso que não estiver legal não terá matrícula”, diz Anacleto.

Laís Sousa

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

MANIFESTAÇÃO DE ESTUDANTES IMPEDE REALIZAÇÃO DO SEMAE

O SEMAE- Seminário sobre Assuntos Estudantis- evento realizado anualmente pela Pró- Reitoria de Políticas Afirmativas e Assuntos Estudantis – PROPAAE , que em sua IV edição tinha por tema “ Projeto de vida”, e seria realizado no auditório da reitoria teve sua programação suspensa devido a manifestação de alguns estudantes integrantes do PPQ – Programa de Permanência Qualificada, que chegaram no evento em clima de protesto.
 
Os manifestantes reivindicavam entre outras coisas a participação na elaboração do seminário. Eles propuseram uma paralisação e ocupação simbólica da sala da reitoria por 30 minutos que foi aceita pela maioria. Uma aluna que se mostrou contrária a maneira pela qual estava sendo feita a manifestação foi vaiada.
 
Eles alegam que escolheram, justamente, o dia do evento para discutir esse assunto por ser uma oportunidade singular, em que a maioria dos bolsistas estava junta e poderia trocar ideias e apresentar os problemas aos órgãos competentes. Para eles a multicampia atrapalha a criação de uma identidade estudantil da UFRB, e os alunos estão identificados pelos seus centros de ensino.
 
De acordo com Sergio Augusto, recém-formado em História, morador da residência universitária, a PROPAAE não funciona de maneira eficiente. Vários bolsistas sentem-se como se solicitassem esmolas, suas necessidades na maioria das vezes são tratadas com desdém e faltam profissionais qualificados para atender aos estudantes.
 
Para ele, o projeto REUNI da UFRB é muito falho, existe uma distância entre teoria e prática. O regimento da PROPAAE diz uma coisa, mas o que os assistidos sentem na pele é diferente. Existem carências, problemas que precisam ser solucionados. Afirma que o objetivo dos estudantes não é destruir, mas melhorar. “Como eu falei antes, não é destruir nada. Muito pelo contrário, é agregar valor, é apontar soluções, é melhorar, mas nem sempre somos interpretados assim.”
 
Os estudantes apresentaram uma pauta com 23 itens. Entre eles estavam: recebimento do auxílio mesmo no período de férias; auxílio alimentação para bolsistas de outras modalidades dos centros que não possuem restaurante universitário; igualdade no valor das bolsas; criação de uma cartilha de esclarecimento de direitos e deveres dos bolsistas, representação de bolsistas de toda modalidade de auxílio, não apenas dos residentes.
 
A Pró-reitora da PROPAAE, Rita de Cássia Dias, recebeu a pauta para fazer o encaminhamento e a programação do seminário foi suspensa. Entre as reivindicações, a que os bolsistas julgavam mais urgente era o recebimento no período das férias. De acordo com Pró-reitora, o estudante que comprovar as despesas, no caso de auxílio pecuniário à moradia, e apresentar o recibo de aluguel permanece recebendo. O auxílio que não continua no período das férias é o óbvio – auxílio deslocamento – já que o estudante não se desloca para os centros de ensino nesse período.
 
Lamentou a suspensão do seminário, pois considera importante a realização deste, disse que Seminário sobre Assuntos Estudantis não se resume a assistência estudantil. A Pró-reitora disse que deve ser comemorado o fato de se ter uma política pública federal, já que a UFRB é uma dentre as poucas universidades contempladas.
 
Rita Dias acredita que é preciso reivindicar, mas é preciso garantir o que já tem. Salienta que é necessário que se dialogue buscando ver de que maneira é viável a solução dos problemas. E pede a organização estudantil formal para representação mediante os assuntos estudantis de maneira organizada.

 Estudantes protestam na sala da reitoria

Fabiana Dias

terça-feira, 16 de novembro de 2010

FUNCINÁRIOS DA LIMPEZA RECLAMAM DA POUCA COLABORAÇÃO DOS ALUNOS


Os alunos do Centro de Artes Humanidade e Letras – CAHL, que estudam pela manhã são as primeiras testemunhas do trabalho desempenhado pelos funcionários da limpeza. É muito comum os alunos estarem chegando no momento em que esses funcionários estão terminando a primeira parte da limpeza, que é iniciada diariamente às 6:00 hrs. Porém, também é comum reclamações de alunos dizendo que o banheiro está sujo, que falta papel higiênico, que não tem sabonete. Nesse momento, o primeiro impulso é culpar os responsáveis pela limpeza.

Maria Lúcia uma das responsáveis pela limpeza afirma que, quando os funcionários chegam pela manhã, encontram uma bagunça total. As cadeiras não estão nos lugares em que são colocados. Os alunos jogam papel no chão, ao invés de jogar na cesta. Eles não valorizam a limpeza, deveriam preservar o ambiente limpo, mas não fazem isso. Prova disso é o banheiro, que apesar de os funcionários estarem sempre limpando, é o local mais sujo. Ressalta que os alunos os tratam com educação, mas deveriam deixar a Universidade mais limpa. Acredita que a direção da Universidade poderia fazer uma campanha de valorização do trabalho do pessoal da limpeza.

Edenice Gomes trabalha na parte térrea do CAHL . Para ela, tudo é difícil sala de aula, banheiro. Reclama que as cadeiras estão sempre uma em cima da outra, e encontra bastante papel pelo chão. O banheiro é horrível, quando chega pela manhã, não tem nenhuma condição de uso, a porcaria que os alunos fazem é imensa, principalmente as mulheres. O banheiro feminino é o pior que tem, pois as mulheres não têm respeito nenhum. Quando estão menstruadas, jogam absorventes no chão, sujam os vasos de menstruação e fezes, e não dão a  descarga. Até mesmo fazem xixi no chão, é um horror cuidar do banheiro feminino.

Os alunos não respeitam o trabalho dela e de suas colegas. No momento em que estão limpando, os alunos entram, nem na hora da limpeza eles têm respeito pela pessoa que está trabalhando. Muitas vezes, até passam por quem está limpando parecendo que vai levar a pessoa na frente, parecem que não enxergar. Edenice acha que, já que os alunos vêem os funcionários limpando, deveriam respeitar o trabalho, pois, em casa, ninguém usa sanitário e deixa de dar a descarga, não jogam absorventes pelo chão. Já na Universidade, até o chão sujam de menstruação.

Deveriam deixar de jogar papel higiênico no chão, já que é para isso que existe a cesta do lixo. Ela e seus colegas são testemunhas de como os banheiro se encontram, precisam fazer a manutenção várias vezes ao dia, porque é o local mais imundo da faculdade. Lembra de que a faculdade tem que ser cuidada por todos, afinal, passam o dia todo nela. Assim como Maria Lúcia, acha que seria bom se a faculdade fizesse um trabalho de conscientização.

Outro funcionário, que não quis ser identificado, disse que eles limpam pela manhã e à tarde tem revisão, mas os alunos nunca deixam o local limpo. Ele também considera o banheiro o pior local, porque eles colocam o papel e os alunos jogam dentro do vaso sanitário, o banheiro dos homens está entupido por causa disso. O recipiente de colocar o sabonete foi trocado por pedido dos alunos, e eles mesmos já quebraram alguns. Os alunos pedem uma coisa e depois abrem mão, por exemplo, pediram água mineral, os funcionários colocaram, mas os bebedouros estão quebrados, não preservam aquilo que é deles mesmo.

Defende que faculdade deve chamar a atenção dos alunos, explicou que os funcionários da limpeza são pagos por ela, mas não são empregados deles. Estão ali para deixarem as coisas organizadas, pena que encontram tudo organizado e não deixam da mesma forma que encontraram. Sabe que é assim mesmo, que os funcionários têm que fazer a o trabalho, infelizmente, algumas pessoas acham que eles têm que fazer também o trabalho de outros, da responsabilidade individual de cada um.

O funcionário responsável pela limpeza da sala dos professores, também não quis ser identificado. Contudo, disse que os professores deixam o local limpo. Apesar de não ser responsável por outros locais, se sensibiliza com a situação de seus colegas de trabalho, e diz que os alunos deveriam colaborar mais, porque o pessoal da limpeza deixa tudo limpo e os alunos não preservam. Também acha que a faculdade deveria cobrar dos alunos maior respeito, e que eles preservassem a limpeza, mas infelizmente não tem uma pessoa que faça isso. Finaliza dizendo que ele e seus colegas limpam para todos aproveitarem.

Aline Sampaio
Marizangela Sá

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

LEGALIZAÇÃO DO ABORTO DIVIDE OPINIÕES NO CAHL

A questão da legalização do aborto que vem sendo muito discutida pelas mídias, por lideranças políticas e causa muita polêmica. Pessoas com experiências diferentes esboçam opiniões adversas a respeito do assunto.
 
No CAHL- Centro de Artes Humanidades e Letras a situação não é muito diferente, professores, estudantes, funcionário falam sobre o tema. É possível perceber como as crenças, valores, conhecimentos influenciam na suas opiniões a partir dos valores de cada um. A estudante Lielza Lordelo, mãe de quatro filhos, é totalmente contra, e acha que abortar é o mesmo que assassinar. Para ela, nada justifica a interrupção de uma vida, nem mesmo as condições econômicas, pois tudo se contorna. Conta por experiência própria que teve seus filhos em condições financeiras de extrema dificuldade, mas conseguiu superar. Além disso, ressalta que aborto é uma agressão física e psicológica.
 
Valéria Reis, funcionária do CAHL acredita que toda mulher que foi levada a fazer um aborto, seja por causa emocional, financeira, ou vítima de violência passa por um trauma. Mas defende que a decisão sobre a vida da mulher só cabe a ela e não acha e deva ser criminalizada por isso. Mas, enfatiza que o aborto não deve ser utilizado como método contraceptivo. Salienta que é favorável ao aborto de forma legal e segura e que deve está atrelado a políticas públicas de contracepção e planejamento familiar.
 
Já Suzana Maia, professora do curso de Ciências Sociais é absolutamente a favor. Concorda que o aborto é uma questão de saúde pública é uma forma de controle de fertilidade, além, de uma prática anterior ás práticas contraceptivas. Diz que as concepções sobre a vida é uma discussão de crenças em que cada um tem uma específica. Para ela é um direito da mulher decidir o que fazer com seu corpo.
 
Ao contrário de Lielza, Suzana acha que o fator econômico deve influenciar sim no momento de decidir se quer ou não ter o filho. Para que esta criança não tenha uma vida miserável, porque suas mães se submeteram a tê-las em condições precárias.

Marizangela Sá  e Fabiana Dias